Opa! Quanto tempo não piso por estas bandas, non? Uma poeirinha aqui... outra acolá... Conclusões que já viraram questionamentos... Questionamentos que já os deixei de lado pois são inquestionáveis... Que maravilha o ser humano! Mutação ambulante. Enfim.
Minha broxisse é para lá de sensível. Ou seja, sou facilmente levada à ela. Idéias pipocam, sempre, mas quando acá colo olhos e dedos, elas fogem da cabeça como que crianças que estão aprontando quando são surpreendidas pela mãe brava. Puff! E isso me levou à conclusão (que logo mais já não é tão conclusivo assim) de, frente a muitas coisas, meu pau amolece. E fico me questionando: cadê o tesão que há pouco quase me fez explodir as calças? Cacete! Eu me empolgo e me desempolgo com uma facilidade assustadora. Frise-se: não estou me referindo no lado sexual da coisa, apesar da grande parte do insucesso amoroso ter suas raízes fincadas aí. Um dia, amo de paixão. Noutro, quero distância. Pois bem, numa época, empolgo-me com uma idéia mirabolante; passado algum tempo, já acho ser uma idéia de girico. Oh, céus!
O lado amoroso... Depois de ter me separado judicialmente em meados de 97, só fui namorar firme e forte em 99-quase-2000. Desde então, acabou namoro, não levava mais de 3 meses para engatar outro relacionamento. Sim, porque tinha que ser algo oficial. Este lance modernoso (bom, já nem é tão moderno assim dado o tempo que vem sendo posto em prática) de ficar com um ali, ficar com outro acolá, e assim se vai ciscando, caminhando, cantando e seguindo a canção. Isso nunca me encheu a pança não. Tava a fim de beijar, sair, dar? tinha que ser com um oficial. Um único. Firmar contrato.
Desde ano passado, começo de setembro, se não me falha a memória, estou só. Um amigo meu, nas nossas conversas messengerianas, aconselhou-me que melhor era ser sozinho mesmo. Se batesse "aquela" vontade, uma punheta resolveria (no caso dele, já que no meu, meus punhos não entram em ação). Eu achava isso tão frio. O legal do ato sexual em si era o contato pele-a-pele, o beijo, o abraço, romantizava eu. E como viver é um eterno reavaliar conceitos, até que a morte os separe, meu nobre colega está coberto de razão. Isso ficou tão cristalino para mim. Nu e cru. Trata-se de satisfação de um prazer, apenas, cujo resultado, acompanhado pela mão ou por uma outra pessoa, é o mesmo. A "verdade verdadeira da vida" é por demais incômoda para alguns. Para mim, soa como carta de alforria dada pela razão. Eu não sinto falta de ter alguém ao meu lado. Enxergo minha solidão como algo natural e normal. Não a encaro com medo, temor e desespero, fazendo-me com que eu plantasse árvores infrutíferas. Fazendo-me com que eu procurasse, sôfrega, enganar-me sobre a realidade. Uma festa na sexta, em junho, fez com que eu visse que sou incapaz de amar de fato. A não ser aqueles que carregam parte de mim na sua carga genética.
E só.
você escreve muito bem, é uma verdadeira escritora!!!!!!!!!!
ResponderExcluirparabéns!!!!!!!
e não estou escrevendo isso so para puxar o saco não , é elogio de verdade mesmo
e estou louco de vontade de bater aquele papo comvc!
mil beijs
inconstância.. sou atingida por isso também. uma hora quero, logo em seguida não quero. uma hora também estou empolgada, logo em seguida já não estou mais. é difícil manter-se constante num único estado por muito tempo. aliás, às vezes é difícil até por pouco tempo :P
ResponderExcluirE sim, você é uma das pessoas legais segundo minha concepção, HAUHAUHAUA :D
Mas que pergunta, oras! heheeh
Ainda bem que vc tem um instinto de autopreservação. Ele estava certo :D
bjukas mauroviski