quinta-feira, 29 de maio de 2008

Amor, pesado amor.

Abri uma brechinha. Não, não é uma brechinha assim, corpo, para não dar outros nomes, porém, brecha = intervalo no meu corrido tempo. Livro de Constitucional aberto cá ao meu lado. Digo, Penal (para se ter uma idéia de como estou aplicada nos estudos aqui). Sou fraca às tentações. Notebook aberto. Acesso à internet. Fui xeretar. Ahhh, "cuide de sua vida!" ? Eu estou cuidado, pode apostar nisso. E por isso mesmo, resolvi esquecer um pouco dela, deliciando-me com a dos outros. Adonde há vida ultimamente? Dou um doce para quem adivinhar! Ahá... orkut. Sim, sim. O feitiço poderá ser voltado contra o feiticeiro e, com certeza, e a certeza não me assusta, deve haver pessoas que procuram esquecer de suas vidas olhando a minha. Coitadas! Ultimamente, não tem tido nada de muito interessante, mas se a análise psicológica desta pessoa aqui distrair em algo, estará valendo. Clico aqui. Clico acolá. Reclamo pelas páginas de recados trancadas (aaara, quem tá no orkut é pra se molhar! Admito que já fiz isso, mas... o mundo é uma troca, se eu faço por que não haveria de deixar o outro fazer?). Então leio: eu te amo! Engraçado. O amor não foi declarado a mim, porém eu estremeci pela pessoa. Lembrei quantas vezes eu não disse isso.
- Beijo, amor! Eu te amo.
- Bom dia! Eu te amo.
- Yes...yes... yeeeeeeeeessssssss... eu te amo!
- Vamos ao cinema? Eu te amo.
- Passa-me a manteiga, eu te amo.
- Porra! Por que você fez isso? Eu te amo.
Posso dizer que já amei muito. Para todos os meus namorados, um dia já lhes disse eu te amo. E amei mesmo na época. Fuuuuu... passou. Não me sinto capaz de dizer isso novamente. Talvez encontre uma expressão mais adequada para ser dita na despedida, no desligar do telefone, durante a foda... Amor eu só acredito no meu para com meus genes propagados. E mesmo assim porque é algo imposto quando se tem filhos. Amo e sou escrava desse amor que me faz tremer quando vislumbro algum infortúnio com os meus moleques. Não é um sentimento que quero impor a alguém que não seja naturalmente imposto. Nem quero que me imponham. Ter o amor de alguém é uma carga por deveras pesada para ser levada na cacunda por livre e espontânea vontade. Ou necessidade.


Eu me amo.

Um comentário:

  1. Ah, o amor... [suspiro]
    hauhauhauhaua

    :P

    aháaa, finalmente entrei no seu blog. ouve um tempo em que eu adorava blogs... ainda gosto, mas são poucos os que ainda leio. e só de vez enquando. na verdade, é por época. de repente começo a escrever no meu e ler os outros com freqüencia. aí logo em seguida eu paro completamente o meu e quase n leio os outros :P
    mas o seu agora ta na lista. nas épocas de ler muito [como agora] o seu será um dos visitados ;)


    bjukasss :D

    ResponderExcluir