quinta-feira, 27 de março de 2008

Ai!


Então, a inspiração vem da dor. Ou, a dor provoca a inspiração. Cria-se a arte. Tão belo é o Guernica, de Pablo Picasso, que representa uma cena da Guerra Civil Espanhola. Já um quadro com arco-íris, céu azul e cavalos brancos matando sua sede num lago com águas ultra cristalinas, não causa efeito de admiração algum. Muito interessante o ponto de vista exposto no livro que estou lendo agora. Oh, sim! Já acabei aquele comentado em um texto recente. Era O Estrangeiro, de Albert Camus. Não posso dizer que saí incólume ao texto. E mais me debato aqui dentro.
Passemos à dor.
Ahhh, não passemos agora não. Guarde o assunto para cadim mais tarde. Preciso mastigar mais.
Ô diacho que não consigo tomar o raio dos dois litros de água. Certa vez li, depois que a mulherada passou a desejar ser chamariz, de tanto beber H2O, pois uma certa atriz bonitona e magra confessou seu segredo de beleza - como se o fato de ter nascido com a genética favorecida não fosse ponto determinante - que forçar seu organismo a ingerir quantidade a qual não está acostumado, pode provocar um colapso nos rins. A quantidade ingerida é o tanto que seu corpo necessita... pouco ou muito...
Se tô querendo melhorar o trem aqui, querendo beber 2000 ml de água por dia? Não. Não. Eu acho que faço pouco xixi durante o dia... quero limpar o corpo... há anos atrás, foi detectada uma pedrinha num dos meus rins... então, já tenho tendência...
Ah! Que mal há em ter um pezinho na vaidade? Tô... tô sim... tô querendo dar uma garibada na carcaça... não pretendo ser passista duma escola de samba. Até mesmo porque, minha bunda é do tipo mignon, não é aquela carne toda... quero ficar bem. Legal. Enxuta. E não consigo tomar a droga dos 2 l de água!
Enquanto acá digito, na tevê ao lado passa aquele jornaleco matinal da Record... Fala Brasil... acabam de passar uma reportagem sobre um caso em Joinville/SC. Gravaram a amante contratando um pistoleiro pra dar cabo na esposa do cara. O caso entre os dois, dos amantes, já estava se arrastando durante 13 anos. 13 anos... Como mulher pode ser burra! Putaquepariu! Pensemos: 13 anos. Já é um relacionamento estável... pra quê matar a pobre chifruda e querer ocupar o lugar dela? Com certeza, se for por conta das supostas vantagens, ela, a burra, já deveria ter há tempos na condição de amada amante. Oficial morta, de quem desconfiariam de imediato? Burra. Tenho raiva de gente burra. Mas é esta triste mania mulheril de acreditar que o trem é dela mesmo... digo, sentir o chão firme sob os pés em termos de relacionamento só quando consegue amarrar o mizifim. Colocar a relação sob o manto de uma palavra forte, que não permita vacilos ao definir a situação: é compromisso sério (aliança de prata); é noivado; é casamento... Ah, sim! Questões financeiras... deste jeito, sem uma nomenclatura oficial, não se obtém direito algum depois. E outra vez, alfineto: faça por si mesma. Ou seja, não queira garantir-se na cacunda alheia.
Que sentimento de posse a mulher tem, não?
Poxa, eu não me sinto dona de ninguém! Nem de mim mesma, por vezes.
Bão...
Vou levar meu filho ao futsal.

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