quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Ser mãe...

SER MÃE

Ser mãe é desdobrar fibra por fibra o coração! Ser mãe é ter no alheio lábio que suga, o pedestal do seio,onde a vida, onde o amor, cantando, vibra. Ser mãe é ser um anjo que se libra sobre um berço dormindo! É ser anseio, é ser temeridade, é ser receio, é ser força que os males equilibra! Todo o bem que a mãe goza é bem do filho, espelho em que se mira afortunada, Luz que lhe põe nos olhos novo brilho! Ser mãe é andar chorando num sorriso! Ser mãe é ter um mundo e não ter nada! Ser mãe é padecer num paraíso!


BLERGH! Por que raios mulher tem mania de "embregar" o trem? "Todo o bem que a mãe goza é bem do filho..." Ah, mizifim... não me venha com essa! Amo demais meus moleques, chega a doer (tô caindo no pecado do "embregamento"), mas... olha, ser mãe não é ser nula. Fico a reparar o povo que luta com unhas e dentes para deixar algum patrimônio aos seus descendentes. Tendo algum significativo futuramente, torro! Não deixo mermo... Para quê? Para torcerem, no auge dos meus 90 anos, pra mó d'eu bater as botas e correrem pra partilha? Ou (eles não hão de desejar minha morte tão logo, pois, embora se possa duvidar, sou uma mãe batuta!), ficarão em pé de guerra durante a partilha? Oh, não... Não quero isso. Torro num cruzeiro para a 3ª idade e não deixo nada. Dou, sim, condições para que tenham grana no futuro. Que fiquem bem de vida. E não precisa dar nada em troca pra mamãe... a não ser um ranguinho no fim-de-semana porque, se eu não aprendi a cozinhar até hoje, não será futuramente. Nem faço questão!

Afe... "Padecer no paraíso...". Mulher tem uma forte tendência a se transformar em bunda. E não digo isso sexualmente falando...

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