quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Oh, céus!

Então tá, ei-las, as abobrinhas!
Eu as prefiro recheadas. Refogadas simplesmente também é bom. Recheadas, ao forno, é melhor. Que venham a mim assim, prontinhas, no ponto de serem degustadas. Detesto escolhê-las, pois detesto supermercado e afins. Via crucis do consumo, para a sobrevivência ou não. Falta-me paciência. Aliás, creio que seja saltitante aos olhos, minha paciência se dá ao trabalho por poucas coisas. Preciso me enfiar num ioga. Acalmar-me. Meu caçula já aprendeu alguns palavrões enquanto dirijo. Tsc... tsc... tsc... Mas, olha, eu chego em casa tão mais leve! Voltemos: detesto supermercado. Minha mãe me pergunta como farei caso peça divórcio dela. Bom, há o Pão-de-Açúcar online. Ok, ok. Para verduras, legumes e frutas fica meio complicado escolher. Hummm... a empregada, então? Ahhhhh, que horror! Não da minha falta de disposição às compras. Não gosto e foda-se. É empregada. Tão... tão... tão sinhá! Miiiinha empregada. Que horror! Não sirvo pra ser patroa de ninguém. Não sei dar ordens e peno no meu cargo de chefia lá no meu ganha pão. Empregada é diferente também. Muitas confundem: tirar o salário do seu bolso não significa posse e, conseqüentemente, outorga a abusos. Conheci gente que, a partir do almoço de domingo, não lava mais louça alguma para que sua secretária a lave na segunda. Ô terminho brega: secretária. Não tenho empregada. Não tenho secretária. Conto com a Ieda para me ajudar. E lavo os pratos toda noite, assim como depois do rango dominical.

Rango... Lembrei dum colega de trabalho, quando eu ainda estava na sede. Ao telefone, não me lembro com quem, referi ao almoço como rango. Ele, o colega, após eu ter desligado, riu do termo, insinuando que ele era um tanto não-romântico. Bolou até um diálogo entre eu e um suposto namorado. Minha fala: "- E aí, fulano, vamos bater um rango?". Não digo que ri amarelo, pois não foi. O riso foi mais de: "Oh, mas que besta!". Rango. Rango. Rango. Já jantei à la carte. Detestei. Esse trem da gente ter que brigar com o garçon para poder partir o próprio bife é... é... é sinhá! Assim como não conseguir se servir do vinho, do suco, seja lá o que for. Sou mais ao rango. Aliás, aceito um convite ao cachorro-quente ou ao hamburgão.

Ai, ai... chega um dia que é preciso largar mão da calcinha de bolinhas azuis. Fico com pena de largá-la: é tão mais confortável. Talvez um dia tenha eu que ter uma empregada. Jantar. Ou almoçar. Mais vinho por favor!

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