Mentira. Tenho um animal de estimação sim. A minha loucura. Cansei de escondê-la dos olhos críticos e ignorantes. Estes, mando-a arrancar nacos. Quem sabe, sentindo dor, não encontrem neles, os que julgam, animal semelhante? Morde! Morde! Morde!
Não se engane: mantê-la custa. Sim, há de mantê-la. Custa seu convívio com os demais. Custa a sua imagem perante muitos (para lhe ser sincera, item para o qual cago e ando). Custa seu raciocínio para interpretá-la e não cair na dela. Bichinho manhoso como é, a loucura quer sua inteira atenção. Você entra dentro de si mesmo, senta num confortável puff, acomoda-a sobre o seu colo, faz cosquinhas... deixa-se ser lambido... trava um diálogo débil com algo que não lhe trará resposta alguma... "Ô, loucurinha de mamãe! Vem cá, vem! Upa! Upa!"... Mas, garanto, esse momento relaxa e afirma a sua posição de dono da loucura(e, creia-me, isso é muito importante: você é quem manda!). Enquanto isso, lá fora, um aviso aos demais: "Não perturbe!".
E como quaisquer animalzinhos, além da atenção, é necessário alimentá-la. Livros, arte, música... qualquer coisa que aguce os 5 e mais órgãos do sentido, ela se dá por satisfeita. Quanto mais alimentada, mais fome sente. É prazeroso esse processo de satisfazê-la: a minha loucura, por exemplo, sempre me exige mais e mais. Sou obrigada a buscar rações das mais variadas fontes para vê-la crescer forte e feliz.
Finalizo com uma dica a quem quiser assumir a sua (pois todos já a têm): não invente de domesticá-la. Tampouco adestrá-la. Nem pense amordaçá-la.
Não se engane: mantê-la custa. Sim, há de mantê-la. Custa seu convívio com os demais. Custa a sua imagem perante muitos (para lhe ser sincera, item para o qual cago e ando). Custa seu raciocínio para interpretá-la e não cair na dela. Bichinho manhoso como é, a loucura quer sua inteira atenção. Você entra dentro de si mesmo, senta num confortável puff, acomoda-a sobre o seu colo, faz cosquinhas... deixa-se ser lambido... trava um diálogo débil com algo que não lhe trará resposta alguma... "Ô, loucurinha de mamãe! Vem cá, vem! Upa! Upa!"... Mas, garanto, esse momento relaxa e afirma a sua posição de dono da loucura(e, creia-me, isso é muito importante: você é quem manda!). Enquanto isso, lá fora, um aviso aos demais: "Não perturbe!".
E como quaisquer animalzinhos, além da atenção, é necessário alimentá-la. Livros, arte, música... qualquer coisa que aguce os 5 e mais órgãos do sentido, ela se dá por satisfeita. Quanto mais alimentada, mais fome sente. É prazeroso esse processo de satisfazê-la: a minha loucura, por exemplo, sempre me exige mais e mais. Sou obrigada a buscar rações das mais variadas fontes para vê-la crescer forte e feliz.
Finalizo com uma dica a quem quiser assumir a sua (pois todos já a têm): não invente de domesticá-la. Tampouco adestrá-la. Nem pense amordaçá-la.